terça-feira, 27 de março de 2012

E hoje recordo. Era tão bom quando me ligavas estivesses onde estivesses. Fosse para que fosse. Às vezes só era para desejar uma boa noite ou mandar um beijo. Eram chamadas ou mensagens repentinas que nos uniam quando não estavamos perto e foi isso que nos fez aproximar um do outro. Tudo isso que agora não existe. Posso dizer que foram quatro meses bons, em que me senti bem e preenchida. Foi um sonho, um bom sonho. Dizias que não precisavamos de sonhar um com o outro, eramos realidade, dizias. Mas deixamos de o ser. A realidade transformou-se no sonho. Andei iludida. Eras diferente. Mas agora já me habituei a viver sem ti e sem o teu nome escrito no meu telemóvel. Já não estamos juntos, e já me custou mais dizer isto. Mas agora eu renasço e penso que quem fica a perder és tu. Mais tarde, quando tudo isto acabar de vez - sim, porque ainda me sinto tua - eu vou ter que te pedir para me explicares o que aconteceu. Se foi só o medo de me magoares, ou a falta de vontade de continuar a ter um segredo, comigo. "Ou vai, ou racha." e neste caso, rachou.