quarta-feira, 28 de março de 2012
Acabou não é? Chegamos ao fim! Tudo o (pouco) que tínhamos, já não temos. Não estou preocupada, porque ao contrário do que tu possas pensar, eu não estou apegada a ti. Mas pronto, a partir de agora não te digo mais nada. E sei que não me vais dizer. Orgulhoso como tu és nunca mais me dizes nada. Mas um dia mais tarde haveremos de ter uma conversa. Obrigada por todo o mimo, todo o carinho e apoio, obrigada por me fazeres bem, fazeres com que me sentisse bem. Obrigada por estares comigo e me ensinares muita coisa. Obrigada pelos maravilhosos quatro meses. A partir de agora é contigo.Desejo-te toda a felicidade do mundo. Quero que consigas atingir todos os objectivos e consigas concretizar todos os teus sonhos. Obrigada mais uma vez por me deixares fazer parte da tua vida. A única explicação que queria era o porquê de me tratares por nomes carinhosos quando as coisas já não estão bem. Quando já não me ligas, nem dizes nada. Sei que fui eu que fiz cenas, mas não precisavas de te afastar assim. Gosto de ti, gosto muito de ti.
terça-feira, 27 de março de 2012
E hoje recordo. Era tão bom quando me ligavas estivesses onde estivesses. Fosse para que fosse. Às vezes só era para desejar uma boa noite ou mandar um beijo. Eram chamadas ou mensagens repentinas que nos uniam quando não estavamos perto e foi isso que nos fez aproximar um do outro. Tudo isso que agora não existe. Posso dizer que foram quatro meses bons, em que me senti bem e preenchida. Foi um sonho, um bom sonho. Dizias que não precisavamos de sonhar um com o outro, eramos realidade, dizias. Mas deixamos de o ser. A realidade transformou-se no sonho. Andei iludida. Eras diferente. Mas agora já me habituei a viver sem ti e sem o teu nome escrito no meu telemóvel. Já não estamos juntos, e já me custou mais dizer isto. Mas agora eu renasço e penso que quem fica a perder és tu. Mais tarde, quando tudo isto acabar de vez - sim, porque ainda me sinto tua - eu vou ter que te pedir para me explicares o que aconteceu. Se foi só o medo de me magoares, ou a falta de vontade de continuar a ter um segredo, comigo. "Ou vai, ou racha." e neste caso, rachou.
“Sei que um dia te vais lembrar de mim, e os números da tua agenda passarão claramente à tua frente e não terás nenhum para marcar. talvez até tentes o meu, mas até lá posso não te atender e talvez aquele já nem seja o meu número. vais tentar chamar alguém, mas não haverá ninguém que largue tudo para te ir dar um abraço. nessa fracção de segundo, quando os teus pés perderem o chão, vais-te lembrar do meu carinho e do meu sorriso inocente. virão súbitas memórias dos nossos momentos. e só haverá uma música a repetir no teu rádio: a nossa. e num novo momento vais sentir um aperto no peito, uma pausa na respiração e vais torcer bem forte para ter o nosso mundo de volta. […] o nome disso é saudade, aquilo que eu tinha tanto e te falava sempre. quando finalmente bateres na minha porta ela estará trancada, ou se aberta, mostrará uma casa vazia. os teus olhos vão ensinar-te o que são lágrimas, aquelas que eu te disse que ardiam tanto. e vais lembrar-te das nossas conversas, da minha inocência que ria de tudo o que dizias, do meu jeito te tentar fazer feliz. o nome do enjoo que vais sentir é arrependimento e a falta de fome será a tristeza, a mesma que eu senti por tanto tempo. um dia quanto te deitares e olhares para o tecto do teu quarto escuro, vais-te lembrar que as estrelas poderiam lá estar para iluminar as tuas noites frias, mas tudo o que vais ver é a escuridão. e quando os dias passarem e eu não te ligar, quando nada de bom te acontecer e ninguém te olhar como eu olhava, vais encontrar a solidão. e vais ver que diante de tudo isso, alguns dos meus defeitos poderiam ter sido perdoáveis.”
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